Ataques em Recife

Em uma década, foram mais de quarenta ataques e muitas mortes pelos tubarões que aterrorizam as praias do Recife. Pesquisadores da cidade finalmente descobriram a principal causa da presença dos tubarões na região.

Para assistir ao vídeo acesse: http://gmc.globo.com/GMC/0,,2465-p-M267848,00.html

Foto: Jim Lintch

Em uma década, foram mais de quarenta ataques e muitas mortes pelos tubarões que aterrorizam as praias do Recife. Pesquisadores da cidade finalmente descobriram a principal causa da presença dos tubarões na região.

Imagens aéreas mostram um aterro sanitário. Apesar de haver uma estação de tratamento, o chorume, líquido escuro e sujo que escorre do lixo vai para o rio Jaboatão que, poucos quilômetros depois, deságua no mar. Um matadouro particular seria outra fonte de poluição. Os moradores da vizinhança confirmam. “Tudo que você imaginar que tem no boi desce pelo rio, desce até chifre, sebo e muito sangue”, conta um morador.

A espuma que cobre a água do riacho, afluente do rio, é gordura animal, igual à que existe no tanque de tratamento do matadouro. A empresa nega que esteja poluindo o rio.

Os tubarões encontrados na área onde o rio se encontra com o mar são das espécies mais agressivas, como o tigre e o cabeça chata. A maioria dos ataques em Pernambuco ocorreu em praias a poucos quilômetros da área. Em treze anos, foram 45 ataques, com 16 mortes.

Os especialistas dizem que resquícios de sangue e chorume podem atrair ainda mais tubarões e afirmam que só será possível combater os ataques no litoral pernambucano à medida que a poluição do rio for controlada. “Toda poluição orgânica contribui como efeito atrativo para os tubarões e portanto contribui para aumentar os riscos de ataques. Ele tem a capacidade de perceber uma gota de sangue em mil litros de água e, portanto, deve-se fazer um esforço grande para que não haja nenhum despejo de sangue no rio Jaboatão”, diz o pesquisador Fábio Hazin.

A companhia pernambucana de recursos hídricos diz que vai investigar e punir os responsáveis pela poluição do rio.

Fonte: Jornal da Globo