Reduzir ataques

Especialistas em tubarão de vários países se reuniram em Pernambuco para discutir as causas dos constantes ataques no litoral do Estado. Pernambuco é recordista mundial em número de mortes provocadas por ataques de tubarão.
O barco de pesquisas da Universidade Rural de Pernambuco partiu para a quarta expedição.

Por que em um trecho de 20 quilômetros no litoral de Pernambuco ocorrem tantos os ataques de tubarão? É preciso conhecer o comportamento do animal para diminuir os riscos. Os tubarões capturados são levados para o laboratório.

Vinte e quatro expedições serão realizadas em um ano. “Nós não estamos realizando uma caça ao tubarão assassino. Pelo contrário, estamos buscando conhecer melhor esses animais” – esclareceu o pesquisador Fábio Hazin, pesquisador da universidade.

Os pesquisadores já têm alguma certezas. A construção do porto aterrou dois rios onde as fêmeas pariam os filhotes e acabou expulsando os animais que se aproximaram da costa.

As espécies que atacam banhistas e surfistas são das mais agressivas: tubarões tigre e cabeça chata. Nas áreas de risco as placas avisam que há perigo no mar. Os salva-vidas incorporaram um novo equipamento de segurança ao uniforme: o repelente de tubarão. O comando do Corpo de Bombeiros está aumentando estoque do aparelho que produz um campo eletromagnético e mantém o tubarão afastado.

Pernambuco é recordista mundial em número de mortes provocadas por ataques de tubarão. De 44 pessoas atacadas, 16 morreram. A incidência alarmante em um trecho pequeno do litoral atraiu a curiosidade de estudiosos de todos os continentes.

Reunir os maiores especialistas internacionais em ataques de tubarões é uma oportunidade rara no mundo. Durante dois dias os pesquisadores do Recife, encarregados em tentar reduzir o número de ataques, aproveitaram para ouvir sugestões de quem estuda e enfrenta o problema a mais tempo.

Antes de partir eles deixaram sugestões. É preciso a melhorar os primeiros socorros às vítimas e intensificar as campanhas educativas. Seis surfistas e banhistas que sobreviveram os ataques de tubarões acompanharam o encontro e pediram rapidez na implantação de novas medidas.